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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Gorduras Saudáveis vs Colesterol LDL (ruim)


O conceito popular de que deve-se evitar ao máximo as gorduras é bastante errôneo. Dentre as linhas de práticas desintoxicantes existentes hoje na área da saúde, as mais aprofundadas e ricas em embasamento indicam uma dieta com ingestão diária de cerca de 15 - 20% de gorduras. 

Pode, em primeira vista, parecer uma indicação excessiva e levar você até a pensar que, se seguir uma dieta como essa, tender-irá a assemelhar-se a um boizinho. De fato, se você consumir, constantemente,  gorduras saturadas, processadas e principalmente cozidas, em quantidade elevada, irá parecer um boizinho e com grande possibilidade de desenvolver  doenças cardiovasculares e complicações diabetogênicas.

A diferença está na qualidade da gordura que você ingere. As gorduras indicadas são, principalmente, de fonte vegetal, ricas em ácidos graxos cis, - moléculas poliinsaturadas - as famosas omega 3, 6 e 9. Provavelmente agora vem à sua mente - "Ah, mas o peixe é riquíssimo em omegas" - e a resposta é: Sim, de fato é. 
O que acontece com as propriedades do óleo de peixe e também com as gorduras animais em geral, é que são, muitas vezes, processadas e quase sempre cozidas. O processo químico das gorduras, quando em contato com o calor elevado, é a transformação estrutural dos ácidos graxos cis para trans. Este ácido graxo trans é um dos grandes vilões da saúde. Nada mais, nada menos, estes pequenos inimigos reduzem o funcionamento da membrana celular, causando, entre diversos problemas metabólicos, uma deficiência na movimentação correta da glicose para dentro da célula, sendo um grande incentivador no desenvolvimento de diabetes. 
Utilizar fontes de gorduras cruas e vegetais é a melhor opção para a saúde. Significa que o peixe cru não é contraindicado nesta visão. Mas, atente-se! Muitos dos peixes atualmente utilizados na alimentação, absorvem metais pesados de seus ambientes naturais, os quais estão sendo poluídos pelo homem. Este metal pesado é altamente nocivo à saúde e, em grandes quantidades no organismo, causam problemas degenerativos no sistema nervoso. Além deste fator, o excesso de proteínas proporcionado por carnes animais é, também, altamente prejudicial à saúde, levando ao aumento do colesterol sanguíneo. Se você não é um atleta ou não faz atividade física intensamente, não necessita e nem deveria comer tantos alimentos derivados de animais. As cadeias mais ricas de óleos saudáveis estão, sem dúvidas, em vegetais como oleaginosas e sementes cruas (até mesmo para os amantes da atividade física).

As gorduras polinsaturadas são cardioprotetoras e não estimulam o aumento do colesterol. Já as gorduras saturadas e trans (processadas e cozidas) são altamente prejudiciais para vários sistemas, estimulam o ganho de peso, acúmulo de tecido adiposo e o aumento do colesterol LDL.

Dietas pobres em gorduras - 10% ou menos - se prolongadas, resultam em menor funcionamento da membrana celular, perda de transmissão nervosa e menor ação da serotonina. Também ocorre menor produção, transmissão e função local de receptores celulares de diversos neurotransmissores.

Novamente, o segredo está no equilíbrio. Não é necessário parar totalmente de consumir carnes animais e guloseimas processadas que você venha a gostar. Contudo, é necessário equilibrar a quantidade destes alimentos na dieta, evitando o consumo excessivo e diário.

Melhores fontes de gorduras poliinstauradas:

  • Pinhões
  • Amêndoas
  • Nozes
  • Pecãs
  • Pistaches
  • Azeites extra-virgens prensados a frio
  • Semente de abóbora,
  • Semente de girassol 
  • Gergelim 
  • Linhaça dourada ou marrom
  • Cânhamo 
  • Chia
  • Abacate
  • Coco

2 comentários:

  1. ótimo artigo! me esclareceu bastantes dúvidas, como por exemplo da gordura do peixe após cozida! Mas como podemos saber que o peixe tem procedência de ambientes contaminados? ou como sabemos que tal ambiente está contaminado? A ANVISA tem alguma rdc ou portaria atentando a isso?

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    Respostas
    1. Sobre a procedência do peixe, o ideal seria verificar a origem de pesca ou da produção em tanques artificiais e então pesquisar sobre índices de contaminação por metais pesados na região. A fonte considerada mais confiável é a da própria secretaria do meio ambiente, porém não sei ao certo o quão correto ou atualizadas estarão as informações.
      É bem complicado você saber o nível de contaminação do peixe. Ao certo, toda a costa está ao menos um pouco contaminada por metais pesados, devido os despejos de empresas e navios industriais.
      O peixe altamente contaminado apresenta aspectos físicos que o próprio pescador identifica.
      A análise química de intoxicação por metais pesados no peixe custa caro. São analisadas as tripas do peixe, e todo o processo de analise acaba sendo inviável para a industria alimentícia. O que fazem é estudar alguns peixes, eventualmente, e ter uma noção da proporção que se encontra o nível de intoxicação em geral.
      A ANVISA utiliza um sistema limite de segurança por contaminação do peixe por metais pesados. Eles estipulam uma taxa de presença de metais pesados no peixe como 'segura'. Se não passar desta taxa, pelo que conheço não tomam nenhuma providência.
      Se, por exemplo, um peixe apresentar 29mgkg-1 de mercúrio, e a taxa de segurança por 30mgkg-1, a ANVISA considera seguro.
      Olhando pela visão da saúde, essa taxa, ainda que considerada segura, não é nem um pouco segura. O maior problema dos metais pesados é a não eliminação destes pelo organismo. Eles têm a tendência de se alojar principalmente no sistema nervoso. Pode ser que se você ingerir um só peixe não sofra grandes consequências de intoxicação por metais, mas, o problema é que o fator é acumulativo. Ao longo do tempo você irá desencadear problemas degenerativos com o acúmulo prolongado desses metais. E se considerarmos os tantos hábitos não benéficos à saúde, que a sociedade já tende a exercer, este será mais um vetor negativo para o desequilíbrio da saúde.

      Felizmente hoje se conhece soluções para o descarte dos metais pesados do organismo. Em um estudo, conheci um produto importado chamado Zeolite. Sei que suas moléculas englobam os metais pesados e os eliminam através das vias de excreção metabólica. No entanto, este produto, ainda hoje, não é acessível a todos.

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