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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Microbiota Intestinal - Nosso principal indicador de saúde!

Se perguntar, para a maioria das pessoas, qual órgão do corpo tem maior contato superficial com o meio externo, muitos dirão, certamente, que é a pele. Adivinhe só... Incorreto! Por mais aparente que seja, nossa maior área de contato com o meio externo está no trato digestório. Enquanto a pele tem uma área de contato de 9m², o trato digestório tem uma área de aproximadamente 49m² - uma quadra de tênis. Isso se dá porque, nos nossos intestinos existem vilosidades - as chamadas dobrinhas - que têm a função de aumentar a absorção dos nutrientes.

A região interior do trato digestório não é considerada parte nosso corpo. Este espaço é chamado de luz do trato gastrointestinal. Se pensarmos bem, faz sentido ser um ambiente externo ao organismo. A absorção de nutrientes é exatamente retirar as propriedades do que foi ingerido e transportar para o sangue, enquanto aquilo que não é necessário para o organismo, é eliminado junto com as fezes. Caso esta região fosse parte do organismo, qualquer agente nocivo ou substância desnecessária estaria entrando em contato com o sangue e as células. Ok, então temos uma camada protetora no trato digestório, assim como na pele? Sim, temos. Porém, é um pouco mais complexa...

Temos a parede de revestimento celular e a mucosa. A mucosa, como defesa, atua principalmente evitando que agentes nocivos possam entrar em contato com esta parede celular e, possivelmente, ser absorvido para dentro do organismo. No entanto, apenas isso, seria pouco para evitar alguma contaminação.
Graças à perfeição da natureza, temos nossa microbiota (flora intestinal), a maior proteção imunológica do corpo. A microbiota é composta de bactérias, fungos e protozoários naturais do organismo, responsáveis por diversas funções digestivas e imunológicas. Se você tem uma boa microbiota intestinal, estará evitando a maior parte das possíveis doenças, além de ter o trato digestório e as funções orgânicas funcionando corretamente. Esta microbiota será saudável ao organismo se ela for mutualista, ou seja, quando age a favor do hospedeiro.

A microbiota depende de fatores ambientais para sobreviver como PH, temperatura, água, oxigenação e por aí vai.. Dependendo do que você ingere, você estará selecionando um certo tipo de microbiota que nem sempre será favorável à saúde. Alimentos refinados e processados são um veneno para a microbiota original, possibilitando novos hospedeiros prejudiciais à saúde.

O grave problema disto está em que sua imunidade estará comprometida, já que você não apresenta a quantidade necessária de microbióticos defendendo seu espaço no trato digestório. Já que esta nova microbiota se alimenta de refinados e processados, você sentirá, inconscientemente, necessidade de ingerir mais destes alimentos para suprir a necessidade desses microbióticos - isso ocorre pois há mensagens químicas enviadas por estes, ao sistema nervoso. A sua vontade de comer alimentos saudáveis diminui. O nível de toxicidade do corpo  aumenta.

Mantendo uma alimentação adequada, você constitui uma excelente microbiota intestinal, o que significa ter uma saúde elevada, eliminando chances de desenvolver doenças e até mesmo câncer. A má de digestão dos alimentos, causada, também, pela microbiota 'ruim', gera putrecinas, substâncias que incidem na manifestação de câncer. Na mulher, principalmente, o câncer de mama.
Malefícios de uma microbiota intestinal ruim:


  • Má digestão
  • Baixa imunidade
  • Aumento da toxicidade no organismo
  • Possibilidade para desenvolver câncer, principalmente de intestino.
  • Estresse
Benefícios de uma microbiota intestinal boa:

  • Alta imunidade
  • Desintoxicação
  • Funcionamento metabólico correto
  • Absorção dos nutrientes correta
  • Tranquilidade
Para vocês que querem melhorar sua microbiota intestinal, evitem o consumo excessivo de processados e refinados.



  • TOME SUCO VERDE! O suco verde é o melhor alimento para reconstituir a microbiota.

  • Kefir e probióticos são excelentes.

  • Mantenha uma alimentação a base de vegetais, oleaginosas, sementes, frutas e leguminosas.

  • Consuma derivados de animais moderadamente.

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